domingo, 23 de setembro de 2007

Prós e Contras


Pois é! Já foi, não há muito tempo, que começou a nova jornada do programa da RTP1, “Prós e Contras”. E realmente temos que notar que, infelizmente, há coisas que nunca mudam. Será que Fátima Campos Ferreira nunca mais se cala?!
O programa começou de uma forma interessante. O “Caso Maddie” foi o assunto escolhido para debater, deixando a apresentadora claramente aterrorizada para intervir, já que os convidados eram maioritariamente profissionais ligados ao ambiente policial.
Já vem sendo hábito no programa de debates, as pessoas convidadas serem de uma idade superior aos 50 anos. Porque será que as pessoas sábias e inteligentes (sim, aqueles que vão aos programas de televisão) têm de ter sempre uma idade igual ou superior à meia-idade? Dei, assim, por mim a pensar que sou um caso de sucesso, já que tenho vindo a adiantar bastante o tempo do meu relógio. No meu dia-a-dia isso só me tem trazido chatices, mas para se ser um génio, vale tudo.
No decorrer, dei por mim a determinar os “prós e contras” do programa. Bem, para o começo de uma nova jornada, era esperado uma renovação na decoração do estúdio, que, por qualquer razão não se fez notar. Talvez para a próxima chamem alguém, como Elsa Raposo, já que ela tem tanto gosto para trocar. Outra das coisas que denotei, foram os convidados, que estavam revestidos por indumentárias francamente originais. Nada mais original que um fato preto com gravata! Nunca anttes visto na televisão portuguesa! Reparei também que deviam estar todos maquilhados pela mesma pessoa, fazendo-se isto notar pela quantidade de rugas que cada um tinha. Já para não falar do bigodinho aprumado e olhar compenetrado. Estavam, de facto, tão parecidos, que faziam lembrar uma boysband, talvez coreografada por Marco de Camillis, que já vem sendo cara da RTP. Só foi pena não ter havido uns mortais e umas raparigas giras.
As críticas dos jornais, após o programa, têm-se revelado a favor da redução da roupa da apresentadora Fátima Campos Ferreira, provavelmente devendo-se ao facto de as apresentadores da RTP terem tendencia a aparecer nas revista apresentando uma óptima forma física (casos de Merche Romero, Sónia Araujo e Judite de Sousa). No caso de Judite, ela poderia nem estar assim tão bem, mas, quer dizer, lado a lado com Fernando Seara, o seu corpo não poderia ter parecido melhor!
Bem, com notícias destas em revistas cor-de-rosa, pode ser que no próximo programa de “Prós e Contras” a média de idade reduza significativamente.
Por fim, espero que as propostas aqui apresentadas sirvam para algum alento aos directores do programa que, apesar de tudo, estão de parabéns, pois não pertencem aos tantos e demasiados desempregados deste país. A estes deixo uma mensagem: quando chegarem as cinquenta, deixem crescer o bigode e pode ser que acreditem em vocês!

André Vidal

domingo, 2 de setembro de 2007

O vício de fazer homor!

Antes de mais quero aqui louvar o bom gosto do blog em ter convidado um humorista consagrado para escrever um texto de humor. Mas, infelizmente, ele recusou e acabei por ser eu a fazê-lo.
Bom, geralmente é assim que começa um texto humorístico: com uma boa piada, neste caso inferiorizando o “humorista consagrado”, claro. Este assunto da utilização da boa piada, tem, obviamente, a ver com o evitar do desinteresse do leitor assim que começa a ler o texto, principalmente no caso do “leitor português”. Este leitor é normalmente muito exigente em relação ao que lê, ou seja, se no título ou na introdução do texto não são referenciadas quaisquer alusões a sexo, drogas, armas ou futebol, o leitor português não se presta á leitura desse texto (já estão, certamente, a perceber o sentido da utilização da palavra vício no título, não já?)
Cocó! Viram esta? De certeza que alguém soltou uma gargalhada quando se deparou com a banal piada das fezes. O objectivo é surpreender. Se o texto surpreende o leitor e provoca o riso, então é um texto humorístico. De certeza que ninguém esperava que eu começasse o meu parágrafo por “cocó”. Estariam, possivelmente à espera que eu mudasse de assunto começando o parágrafo com uma expressão, como “no entanto” ou “contudo”. Bem, no fundo foi o que eu fiz, utilizando apenas uma expressão relacionada com fezes.
Isto era só para deixar o espectador ansioso pelo início deste novo parágrafo. No fundo o objectivo do humorista é não deixar escapar a atenção do leitor. Se o leitor se desinteressa do texto, então esse texto não é humorístico. É por isso que vou ter que recorrer outra vez à palavra sexo.
Outra característica importante do texto humorístico é a utilização correcta da palavra. “Correcta?”, pensará o leitor. Correcta, no sentido em que as palavras são como os sons: umas soam bem, outras não. Não será melhor ler palavras como “sinopse” ou “incandescente” (neste momento estou a inventar, pois o humorista também tem de ter alguma criatividade), do que palavras como “carapuça” ou “chinelo”? Estarão certamente a perguntar-se, visto que este texto é um texto de humor, o porquê de ainda não ter usado nenhuma destas palavras. Pois eu vos responderei que usei agora mesmo quando as referi. Vêem, não é assim tão difícil, pois não?
No texto humorístico a parte mais difícil é quando chegamos à conclusão. Queremos que o leitor acabe de ler o texto com um sorriso agradável, mesmo que efémero, pois isso faz com que valha a pena todo o nosso esforço. Mas para isso, não poderei recorrer à palavra “cocó” novamente, nem à palavra sexo, pois já seria repetitivo. Bem, lá se terá que arranjar novamente uma piada.
O quê? Estava à espera de uma piada? Se a conclusão de um texto nos surpreende, então esse texto é humorístico.